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sábado, 15 de janeiro de 2011

Atrás do palco- Ratinho.



                                                                              




Alcino Correia Ferreira, Infelizmente no ano passado perdemos esse grande compositor, que atrás dos palcos, participou  e fez grandes e maravilhosas músicas para conhecidos como Zeca pagodinho, jorge aragão entre outros.

Compositor, Cantor, Letrista, poeta e Cronista.... esse era Ratinho, apelidado por um português dono de uma quitanda próximo aonde morava. Seu pai montou uma barbearia e logo depois montou um bar perto da Escola de Samba Caprichosos de Pilares, teve como uma de suas primeiras influências, o tio-compositor Newton.

Entre os seus feitos, Ratinho teve como destaque o "Estandarte de Ouro" como melhor samba-enredo em 1978, antes disso em 1973 ganhou o primeiro samba-enredo na Caprichosos de Pilares, e em 1977 foi um dos autores do samba-enredo "Maria Quitéria, Heroína de uma raça", classificando a escola em 3º lugar do Grupo 3.

No final da década de 1970 conheceu Zeca Pagodinho e Arlindo Cruz na quadra do Bloco Cacique de Ramos, no subúrbio de Ramos. Logo depois começou a compor com a dupla.

Resumindo, Ratinho teve diversos interpretes de suas composições,  citando apenas alguns, são eles: Zeca pagodinho, Beth Carvalho, Roberto Ribeiro. As grandes composições conhecidas pelo público são: Coração em desalinho (Ratinho e Monarco), Vai vadiar (Ratinho e Monarco), Loucuras de uma paixão (Ratinho e Mauro Diniz), O dia se zangou (Ratinho e Mauro Diniz), Parabéns pra você (Ratinho, Sereno e Mauro Diniz), O samba nunca foi arruaça (Ratinho e Monarco). 


Ratinho e Elton Medeiros
Ratinho Tem cerca de 300 composições gravadas e ainda parcerias inéditas com Guilherme de Brito, Wanderley Monteiro, Mijinha, Alcides Malandro Histórico, Argemiro da Portela, Manacéa, Noca da Portela, Ivancué, Romildo, Mauro Diniz, Luiz Carlos Máximo, Tio Hélio, Zé Luiz do Império, Geraldo Babão, Anescarzinho do Salgueiro, Claudionor Cruz, Walter Rosa, Claudionor Santana, Nono do Jacaré, Guará da Empresa, Jurandir da Mangueira, Zeca Pagodinho, Arlindo Cruz, Aldir Blanc, Sereno do Cacique, Sombrinha, Tibúrcio Maia, Cleber Augusto, Monarco, Rico Dorileo, Wilson Moreira, Délcio Carvalho, entre outros. Enfim, é um nome que por de trás dos palcos, conforme a  giria popular, fez muito pela música Brasileira.  Faleceu ano passado no dia 10/10/2010 vitima de um AVC.




Vai vadiar e Coração em desalinho.




Fonte de pesquisa: Dicionário Cravo e Albim de Música popular brasileira.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

"Partideiro", o Neologismo que surgiu e ficou no Samba.

Clementina e Turibío

Olá!

Embora seja de uso corrente entre os sambistas, amplamente divulgado e usado pela imprensa em geral, assim como por todo o público, a palavra partideiro, não consta registrado nos dicionários. Nem mesmo o mais recente, o Aurélio Buarque de Hollanda!

José Luis de Moraes, o "Caninha"
O termo certamente dispensa esclarecimento, como disse a alguns post’s anteriores é um termo denominado aqueles que cantam o samba de partido alto, com base no improviso, solista. Interessante notar que ao conceder uma entrevista ao jornal correio da manhã no dia 19 de janeiro de 1942, José Luís de Moraes (figura de notória popularidade no meio sambistico) declarou que o samba de partido alto não significava samba de elite, de alta categoria, e esclareceu: “o samba de partido alto na Bahia era aqui chamado de chula.”

Turibío Santos
Um grande entusiasta da nossa música popular Brasileira, Hermínio Bello de Carvalho, na noite de 7 de dezembro de 1964, promoveu no teatro jovem, na praia de botafogo, um espetáculo que misturava música popular brasileira e música erudita, nesse espetáculo haviam sido convidados o violonista Turíbio Santos e a sambista até então não conhecida, Clementina de Jesus que por hora era apenas integrante da ala das baianas na escola de Samba do morro da Mangueira, naquele dia, passa a ser conhecida através de Hermínio de Carvalho como partideira.
Hermínio Bello de Carvalho.



No recital, Turíbio Santos executou canções de vários autores selecionados, inclusive Villa-Lobos e Clementina de Jesus com tamanho garbo e elegância que lhe apelidara  como partideira mostrou sua versatilidade cantando sambas de partido Alto, Corimas, Jongos e Lundus, arrancando aplausos delirantes de quem lhe assistia.

O termo partideiro, sem dúvida deve ser incluído no dicionário, termo este que anulou por completo seu predecessor tirador, ou improvisador, ou ainda solista, com justa paternidade para Hermínio Bello de Carvalho e ao mesmo tempo a qualificada Clementina de Jesus!

E Viva ao Samba!

Clementina de Jesus da Silva, Nasceu em Valença-RJ, filha de escravos libertos pela Lei do Ventre Livre. Pequena mudou-se para o Rio de Janeiro, onde estudou em colégio de freiras.



Fonte de Pesquisa: Figuras e coisas da Música popular Brasileira Vol I.




sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Samba ... conteúdo obrigatório?


Blá, blá, blá blá ...conteúdo obrigatório

Blá, blá, blá blá...vamos a parte burocrática, inaugurando o blog vamos falar brevemente ou não, rs o que é samba, de onde veio, por onde passou, suas vertentes interessante e incompreensíveis pra alguns Ortodoxos, como eu! fato é, que pra ficar tudo no contexto ou "limpinho" como alguns dizem por ai.
O samba surgiu da mistura de estilos musicais de origem africana e brasileira. Geralmente ou quase sempre é tocado com instrumentos de percussão (tambores, surdos timbau, cuica) e acompanhados por violão e cavaquinho. A palavra samba é de origem africana e tem seu significado ligado às danças típicas tribais do continente. As raízes do samba foram fincadas em solo brasileiro na época do Brasil Colonial, com a chegada da mão-de-obra escrava em nosso país. Diz a historia que o primeiro samba gravado no Brasil foi pelo telefone, no ano de 1917. A letra deste samba foi escrita por Mauro de Almeida e o nosso saudoso Donga.




Depois, o samba foi pras ruas e espalha-se pelos carnavais do Brasil. Alguns nomes da época são: Sinhô, Ismael Silva e Heitor dos Prazeres.

Nos anos 30, as estações de rádio, em plena difusão pelo Brasil, passam a tocar os sambas para os lares. Os grandes sambistas e compositores desta época são: Noel Rosa autor de Conversa de Botequim; Cartola de As Rosas Não Falam; Dorival Caymmi de O Que É Que a Baiana Tem?; Ary Barroso, de Aquarela do Brasil; e Adoniran Barbosa, de Trem das Onze.

Na década de 1970 e 1980, começa a surgir uma nova geração de sambistas. Podemos destacar: Paulinho da Viola, Jorge Aragão, João Nogueira, Beth Carvalho, Dona Ivone Lara, Clementina de Jesus, Aldir Blanc. Algunas sambistas de relevância, Pixinguinha, Ataulfo Alves, Elton Medeiros, Nelson Cavaquinho, Lupicínio Rodrigues, Aracy de Almeida, Candeia, Elis Regina, Nelson Sargento, Clara Nunes, Wilson Moreira, Elizeth Cardoso, Jacob do Bandolim e Lamartine Babo.

O samba de roda, surgido na Bahia no século XIX, apresenta elementos culturais afro-brasileiros. Com palmas e cantos, os dançarinos dançam dentro de uma roda. O som fica por conta de um conjunto musical, que utiliza viola, atabaque, berimbau, chocalho e pandeiro.

No Rio de Janeiro, o samba está ligado à vida nos morros, sendo que as letras falam da vida urbana, dos trabalhadores e das dificuldades da vida de uma forma amena e muitas vezes com humor.

Samba-enredo surge no Rio de Janeiro durante a década de 1930. O tema está ligado ao assunto que a escola de samba escolhe para o ano do desfile. Geralmente segue temas sociais ou culturais. Ele que define toda a coreografia e cenografia utilizada no desfile da escola de samba.

Samba de partido alto, com letras improvisadas, falam sobre a realidade dos morros e das regiões mais carentes. É o estilo dos grandes mestres do samba. Os mais conhecidos são: Moreira da Silva, Bezerra da Silva, Martinho da Vila e Zeca Pagodinho.

Pagode nasceu na cidade do Rio de Janeiro, nos anos 70 (década de 1970), e ganhou as rádios e pistas de dança na década seguinte. Tem um ritmo repetitivo e utiliza instrumentos de percussão e sons eletrônicos. Espalhou-se rapidamente pelo Brasil, graças às letras simples e românticas. Os principais grupos são: Negritude Jr, Só Pra Contrariar, Raça Negra, Katinguelê, Pique Novo, Art Popular.

Samba-canção, Surge na década de 1920, com ritmos lentos e letras sentimentais e românticas. Exemplo: Ai, Ioiô (1929), de Luís Peixoto.

Samba carnavalesco, vem com as marchinhas e sambas feitos para dançar e cantar nos bailes carnavalescos. Tipo Abre alas, Apaga a vela, Aurora, Balancê, Cabeleira do Zezé, Bandeira Branca, Chiquita bacana.

Samba-exaltação, com letras patrióticas e ressaltando as maravilhas do Brasil, com acompanhamento de orquestra. Aquarela do Brasil, de Ary Barroso gravada em 1939 por Francisco Alves.

Samba de gafieira, Foi criado na década de 1940 e tem acompanhamento de orquestra.Rápido e muito forte na parte instrumental, é muito usado nas danças de salão.

Sambalanço Surgiu nos anos 50 em boates de São Paulo e Rio de Janeiro. Recebeu influências do jazz... Um representante significativo do sambalanço é Jorge Ben Jor, e é por essa e outras que eu digo a afirmo, se o Se Bebeto é um Jorge Bem Jor mal feito, o Seu Jorge é um Bebeto melhorado!

Bom, brincadeiras e tiradas a parte, segue breves informações sobre o que é samba, pra quem lê, tenho certeza de que não é nada de muito diferente do que já viu por ai, vamos seguindo o barco.