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domingo, 20 de novembro de 2011

Mart'nalia, Minha Cara- (1998).







Minha Cara foi o primeiro trabalho da cantora e compositora Mart'nalia. No release distribuído na época, Mart’nália explicava quem era, do que gostava e as influências que sofreu. Nesse trabalho é descrito cada  uma das faixas do cd dando seu ponto de vista para as composições. Atenção especial para as canções, calma, Entretanto (a minha preferida), pra quê recordar e minha cara.

Confiram o release do cd Minha Cara escrito por Mart'nalia.


"O Canto Brasileiro e carioca que tem a minha cara.

Há 15 anos que sou uma profissional da música. Canto e componho, mas o que me sinto mesmo é músico. Desde menininha foi assim. Estudei piano clássico quatro ou cinco anos. Me dou bem com o violão. E a percussão brasileira para mim não tem segredo. Desde os 17 anos, quando comecei a acompanhar o meu pai, ficou difícil conciliar a vida artística com os estudos. Mas terminei o segundo grau, no ADN do Méier, e cheguei a me inscrever no vestibular de Comunicação. A experiência com o grupo que acompanha Martinho me facilitou as coisas, me ensinou muito - mas a relação pessoal e musical que desenvolvi com os instrumentistas independeu de tudo. Tornei-me amiga e parceira de muita gente e isso já não tinha mais nada a ver com o fato de eu ser a filha do Martinho.

Em 1985, gravei meu primeiro elepê, para a 3M, mas admito que talvez ainda não estivesse pronta para uma carreira solo. Aliás, tanto quanto os anos em que fiz vocais para o meu pai, o período em que me tornei a principal vocalista do Batakotô também me trouxe muita segurança e muito incentivo para encarar o desafio da carreira individual. Músicos como Cláudio Jorge, Ivan Machado, Itamar Assiére, Jorjão Barreto e Arthur Maia, para citar só alguns, não iam me dar tanta força, compor comigo, só por ser meu pai quem é. Aliás, este Minha Cara começou quase como uma brincadeira minha com o Ivan. Íamos juntos para o estúdio e ficávamos experimentando coisas, concepções musicais que não tinham nada a ver com o trabalho de Martinho da Vila. Até que entendemos que o que era simplesmente lazer e prazer podia ser transformado num projeto profissional. Não se pense, no entanto, que estou minimizando a importância do meu pai no meu estilo ou na minha vida. Pareço com ele, tenho o jeito dele - às vezes em que tentei ir contra essa minha natureza, senti-me ridícula. Então, resolvi assumir. Sou filha dele e isso é mais que evidente, só que ele tem vários outros filhos e nenhum é assim. Agora, o que quero é que   prestem atenção no que estou fazendo, que é muito brasileiro e carioca, mas traz as influências do jazz e do funk que eu frequentava em Pilares, da MPB que eu ouvi sempre. As levadas, os arranjos, tudo reflete essa mistura. Obviamente, isso não desmerece as horas maravilhosas em que me extasiei com os pagodes na casa do Candeia, aos quais meu pai me levava pela mão, nem a eterna saudade que sinto de Clara Nunes.


Minha Cara o Disco,

Não me balança mais - É uma parceria com a psicóloga Viviane Mosé Num belo dia, ela me mostrou uma carta enorme que escreveu para um namorado. A carta tinha aquelas redundâncias que a gente comete quando está muito envolvida emocionalmente. Aí, comecei a resumir, com ela, o que a carta dizia. De repente, me veio o refrão. Peguei o violão e saiu: e você já não mais me balança/e você não me balança mais, não.

Contradição - Também em parceria com Viviane Mosé, focaliza a ambiguidade das relações amorosas. A indecisão entre a necessidade de ir embora e a vontade de ficar. Reparem na delizadeza da gaita do Rildo Hora, outro com quem aprendi muito.

Calma - Acabou ficando com este nome por causa do tempo que eu demorei para colocar a letra. Arthur Maia, grande baixista, me deu a música e o recado custou, mas a liberdade é um pouco de tudo o que nos .

Entretanto - De vez em quando, nas noites do Rio, cruzava com o Mombaça e ele cantava sempre essa música. Dizia para ainda vou gravar isso, mas queria que a gente mexesse um pouco na letra . Quando chegou a hora, cumpri a promessa. Liguei, quis que a gente mexesse junto - mas ele preferiu me deixar a vontade para fazer as alterações. Foi assim que fiquei parceira dele.




O samba é a minha escola - No ano passado, meu primeiro como integrante da Ala de Compositores da Vila, tornei-me semifinalista com esta parceria com Claudio Jorge, Agrião e Paulinho da Aba. O enredo era Não Deixe o Samba Morrer e, como nenhum samba perdedor pode usar o título, rebatizei-o. Meu pai, desclassificado junto comigo, também gravou o dele, com o nome de Prece ao Sol.

Coleção - Esta música é do Cassiano, soulman brasileiro injustamente esquecido, e embalou muito a minha adolescência. Ela também é a minha cara.

Pra que recordar? - De Carlos Dafé. Está no mesmo caso da música do Cassiano. É outra música que me leva de volta aos tempos da infância e da adolescência.

Um grande amor - Das mais de trezentas músicas gravadas do meu pai, é uma das que mais gosto. Pela beleza da melodia, pelo encadeamento dos versos.

Minha Cara - Foi a minha admiração pela Nana Caymmi que me levou ao Dudu Falcão. Ouvia a Nana e sempre tinha algo do Dudu lá, o que aguçava mais a minha curiosidade. Nos tempos do Batakotô, pude afinal conhecê-lo e, agora, tive o privilégio de ganhar dele a música que dá titulo ao CD.

Conto de areia - De Toninho Nascimento e Romildo, criação inesquecível de Clara Nunes. E o axé da Clara não podia estar ausente deste meu trabalho.

A flor e o samba - Talvez a melhor definição que eu conheça do que seja o samba. Melodia densa, versos diretos e claros. Candeia em estado puro: o samba é a liberdade sem sangue e sem guerra/quem samba é de boa-vontade e tem paz nessa terra. Detalhe: a bateria é do Paulinho Black e Ovídio dá um banho na percussão leve.

Parei na Sua - O estilo do meu pai amadureceu muito, mas eu adoro os sambas bem simples e diretos que ele fazia quando começou. Como esse. O engraçado é que as gírias que ele usa aqui quase ninguém fala mais, mas ele usou-as tão bem que a linguagem do samba se mantém atual e o recado permanece."


Apreciem, Minha cara - (1998).




















(Minha cara)



Tracklist
1- Não me balança mais (Mart’nália e Viviane Mose)
2- Contradição (Mart’nália)
3- Pra que vou recordar o que chorei (Carlos Dafé)
4- Grande amor (Martinho da Vila)
5- Conto de areia (Romildo e Toninho Nascimento)
6- Minha cara (Dudu Falcão)
7- Coleção (Cassiano)
8- A flor e o samba . Parei na sua (Candeia / Martinho da Vila)
9- Tentação (Mart’nália)
10- Entretanto (Mart’nália e Mombaça)
11- Calma (Arthur Maia e Mart’nália)
12- O samba é a minha escola (Agrião, Cláudio Jorge, Mart’nália e Paulinho da Aba)

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domingo, 5 de dezembro de 2010

Mart'nalia- De Amor e Paz.



Conheci esta música no Cd Pé do meu samba, que já postei aqui no blog. Na ocasião gostei bastante da música e da letra em especial, eis o motivo para fazer um post especial sobre o samba. A música é de Adauto Santos & Luiz Carlos Paraná, mas a versão da Mart'nália, pra mim é a melhor! Abraços e um bom finalzinho de domingo!!




De Amor e Paz  (Adauto Santos & Luiz Carlos Paraná,)


" Quem anda atrás de amor e paz não anda bem
Porque na vida quem quer paz amor não tem
Seja o que for, sou mais o amor com paz ou sem
Sei que é de mais querer-se paz e amor também
Já que se tem que sofrer
Seja dor só de amor
Já que se tem que chorar
Seja mais por amor
Vou sempre amar não vou levar a vida em vão
Nem hei de ver envelhecer meu coração
Eu hei de ter ao invéz de paz inquietação
Houvesse paz não haveria esta canção
Quem anda atrás de amor e paz não anda bem
Porque na vida quem quer paz amor não tem
Seja o que for, sou mais o amor com paz ou sem
Sei que é de mais querer-se paz e amor também
Já que se tem que sofrer
Seja dor só de amor
Já que se tem que morrer
Seja mais por amor
Não vou levar a minha vida toda em vão
Nem hei de ver envelhecer meu coração
Eu hei de ter ao invez de paz inquietação
Houvesse paz não haveria esta canção
Eu hei de ter ao invez de paz inquietação
Houvesse paz não haveria esta canção "

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Ana Costa - Meu Carnaval 2006.



Da nova safra de artistas nascidas na Lapa, sem dúvidas que Ana Costa já definiu bem o seu espaço na música! total! Dona de uma voz macia, capaz de acalmar um leão e ao mesmo tempo vibrante nos agudos, ela é bem a cara do "BossaSamba" Carioca!

A sua discografia conta com dois cds até o momento, Meu Carnaval, 2006  e Novos Alvos,  2009. Em 1993 teve como meta, aprender a tocar violão, nesse ínterim conheceu Mombaça, Mart'nalia e Analimar, onde atualmente são parceiros.


Um ano se passou e junto de Bianca Calcagni, Márcia Viegas e Manoela Marinho formou o grupo de samba “Roda de Saia”,  onde se tornou apenas O Roda, formado por Ana Costa, Bianca Calcagni e Dedé Alves.  Nessa época, onde a Lapa ainda não era considerada o “point” do samba, Ana Costa com suas companheiras já estavam marcando presença por lá.

Como Corista, passou por grandes nomes como: Martinho da Vila, Luiz Carlos da Vila, Dorina, Joanna, Mônica Salmaso,  entre outros. Entre 2004 e 2005, Mart’nália convocou Ana Costa para a formação de sua banda, onde fez shows em todo território nacional, USA e Europa.

No cd, Meu carnaval lançado em 2006 Ana se doa aos sambas que canta, a ponto de esquecermos momentaneamente outras interpretações que esses sambas já tiveram. Casos de Raça Brasil de Luis Carlos da Vila e Pra que Pedir Perdão de Moacyr Luz. Ana é instrumentista e compositora inspirada.  Essas duas facetas brilham em Não sei o que Dá, pontuada pela batida do seu violão, composta em parceria com Mart'nália e Zélia Duncan. Pluralidade e ousadia, são também marcas de Ana. Deu um belo trato em Olhos Felizes de Marina Lima e a transformou num samba lindo,  e teve sensibilidade para escolher as inéditas. Brasileiro da Gema de Marceu Vieira e Tuninho Galante, é uma das mais belas homenagens 
já feitas ao Rio de Janeiro.

Apreciem, Meu carnaval!



Tracklist

01. Raças Brasil (Luiz Carlos Da Vila • Carlos Senna • Lourenço)
02. Semente do Samba (Eduardo Medrado • Kleber Rodrigues)
03. Não Importa Mais o Dia (Ana Costa • Agrião • Bianca Calcagni)
04. Supremo e Divinal (Fred Camacho • Arlindo Cruz • Almir Guineto)
05. Brasileiro da Gema (Marceu Vieira • Tuninho Galante)
06. Olhos Felizes (Marina Lima • Antonio Cícero)
07. Não Sei o Que Dá (Part. Especial: Mart’nália) (Zélia Duncan • Ana Costa • Mart’nália)
08. Perdi (Fred Camacho • Alceu Maia)
09. Felicidade(Ana Costa)
10. Onde Quer Que Eu Vá (Cláudio Jorge)
11. Mulata Trabalhada na Cintura (Mombaça)
12. Pra Que Pedir Perdão (Part. Especial: Oswaldo Cavalo) (Moacyr Luz • Aldir Blanc)
13. Quintal do Céu (Part. Especial: Analimar) (Wilson Moreira • Jorge Aragão)
14. Meu Carnaval (Celso Fonseca • Ronaldo Bastos)


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Mais informações:


http://www.anacosta.art.br/
http://www.myspace.com/anacostasamba

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Mart'nalia, Pé do meu Samba, (2002).










Ontem não consegui postar, cheguei muito cansado! rs, mas segue o post de ontem, hoje!


Abra seu coração! Antes de falar sobre o artista de hoje, te peço, abra seu coração e fique livre de preconceitos! rs  eu, sendo quase que um talibã fundamentalista do samba, me rendi  completamente aos gracejos musicais das suas belas interpretações!

 Embora seja de berço, e não tem como negar que houve sim um empurrãozinho do pai, ela se lançou muito bem na indústria fonográfica a partir deste álbum que vamos ouvir hoje, “Pé do meu Samba”.

Mart’nalia considera esse como seu primeiro disco “de verdade” lançado em 2002, Pé do meu samba teve nada mais nada menos que produção de Celso Fonseca e dirigido por Caetano veloso, que a considera sua “pupila”.  Daí, vc, que continua sendo ortodoxo , e sem perder tempo  diz em alto e bom som: “ ahhh mas também, olha quem produziu ela! Celson Fonseca e Caetano, até o tiririca faria sucesso! Rs” Não! Definitivamente eu digo não! Ela faria sucesso de qualquer jeito, cedo ou tarde!

O cd é viciante, ouço de tempos em tempos e não me canso. Além de composições inéditas, foram incluídas regravações de clássicos como "Filosofia" (Noel Rosa), "Mulata do sapateado" (Ary Barroso e Vinicius de Moraes), "Tempo feliz" (Baden Powell e Vinicius de Moraes), "De amor e paz" (Luiz Carlos Paraná) e "Molambo" (Augusto Mesquita e Jaime Florence), a inédita "Samba é tudo" do poeta Ronaldo Bastos em parceria com Celso Fonseca.  E ainda duas composições de sua autoria, "Beco" e "Chega", ambas em parceria com o cantor e compositor Mombaça.











Tracklist
1. Filosofia (Noel Rosa)
2. Novos Tempos (Cláudio Jorge)
3. Samba É Tudo (Celso Fonseca / Ronaldo Bastos)
4. Mulata No Sapateado (Ary Barroso / Vinicius de Moraes)
5. Tempo Feliz (Baden Powell / Vinicius de Moraes)
6. De Amor E Paz (Carlos Paraná / Adauto Santos)
7. Viajando (Martinho da Vila)
8. Poema Do Adeus (Luis Antônio)
9. Pé Do Meu Samba (Caetano Veloso)
10. Meiga Presença (Paulo Valdez / Otávio de Morais)
11. Beco (Mart'nália / Mombaça)
12. Molambo (Jaime Florence "Meira" / Augusto Mesquita)
13. Chega (Mart'nália / Mombaça)
14. Per Omnia Saecula Saeculorum, Amen (Miguel Gustavo)

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terça-feira, 2 de novembro de 2010

Poeta da Cidade, Martinho Canta Noel (2010).






O Inesquecível poeta de Vila Isabel é homenageado por Martinho! Não sei se todos já tiveram a oportunidade de escutar esse cd, é um belo trabalho, não que seja uma obra de arte primorosa, mas percebe-se claramente o cuidado com o qual o álbum foi gravado, a maioria das músicas são de autoria do Noel Rosa, evidentemente dando foco ao autor... o cd conta com participações dos novos nomes do samba que se criaram na Lapa, Aline Calixto, Ana Costa, Analimar, Maira, e as filhas do cantor e produtor do disco, Mar’tnália e Patrícia Hora respectivamente.
Atenção especial as músicas, Rapaz folgado resposta de Noel a Wilson Batista em um dos duelos entre o samba do morro e o samba do asfalto. Filosofia, Último desejo e Fita amarela.

Apreciem, Martinho da Vila Canta o Poeta da Cidade, Noel Rosa - 2010


Tracklist
01. Filosofia
02. Minha Vida Part. Mart’nalia
03. E Não Brinca Não
04. Rapaz Folgado Part. Mart’nalia
05. Seja Breve
06. Coisas Nossas Part. Analimar Ventapani
07. Fita Amarela Part. Aline Calixto
08. Três Apitos Part. Patrícia Hora
09. Século do Progresso Part. Ana Costa
10. Quando o Samba Acabou Part. Analimar Ventapani
11. Último Desejo Part. Maira Freitas
12. O X do Problema Part. Aline Calixto
13. Eu Vou Pra Vila Part. Ana Costa
14. Cidade Mulher















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domingo, 24 de outubro de 2010

Martinho, aquele lá da vila de Noel!







Meu destino eu moldei
Qualquer um pode moldar
Deixo o mundo me rumar 
Para onde eu quero ir
Dor passada não me dói
E nem curto nostalgia 
Eu só quero o que preciso
Pra viver meu dia a dia

Ouvir as músicas do Martinho da vila é sem duvidas ouvir a sua história de vida  em melodias, acordes de cavaquinhos e batuques com direito a todas as lembranças  Africanas.
Letras como disritmia, casa de bamba, renascer das cinzas, tom maior e pra que dinheiro remete a um carismático, mulherengo e acima de tudo um Martinho otimista. Tipicamente carioca!

Martinho da vila, O pequeno Burguês, bom cd/dvd, eu tenho e recomendo! Histórias sobre a GRES Vila Isabel, aventuras e desventuras dos seus 70 anos de vida regada a samba, Campari e risadas!

No fundo, no fundo todos nós temos certeza que o Martinho da Vila não precisa se escorar no seu passado de glória, pois ainda há inspiração para futuros sambas. A história continua.


Escute o cd:


















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