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segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Arlindo Cruz - Arlindinho (1993).





O disco Arlindinho foi o primeiro trabalho solo de Arlindo Cruz, lançado após a sua saída do Grupo Fundo de Quintal em 1991. O título do disco é uma homenagem ao seu filho, Arlindo Neto, que atualmente segue os passos do pai, no grupo Bambas de Berço.
O disco, gravado originalmente somente no formato LP, nos presenteia com deliciosas regravações e composições elaboradas para o disco em parceria com seus grandes parceiros: Franco, Marquinhos PQD, e o irmão Acyr Marques.
Carinhosamente chamado de o disco da capa azul, o trabalho conta com duas valorosas participações. A primeira honrosa participação na faixa, A vida é assim nos brinda com a doçura melódica da voz de D. Ivone Lara, legendária dama da Escola de Samba Império Serrano, cantora e compositora, sendo de sua autoria a faixa Amor inesquecível, que abre o lado B do disco. A segunda, marca a presença de seu compadre Rixxa, puxador de inesquecíveis sambas do Salgueiro, abrilhantando a obra ao lado do Arlindo em um pot pourri de três sambas.
Um registro competente, o projeto foi elaborado como um desafio de auto-descobrimento e uma consequência natural à altura dos anos de experiência ao lado dos companheiros do Grupo Fundo de Quintal, onde vivenciou o sabor de uma história repleta de êxitos como autor de dezenas de composições de sucesso.

Apreciem, Arlindinho, 1993.


  

Tracklist
1- Dora (Aniceto)
2- A vida é assim(Lúcia Maria, Sombrinha, Marquinhos PQD)
3- Castelo de cera (Arlindo Cruz, Zeca Pagodinho)
Só pra contrariar (Arlindo Cruz-Sombrinha-Almir Guinéto)
4- Me alucina (Candeia, Wilson Moreira)
5- Peixe demais pro meu samburá (Arlindo Cruz, Franco, Geraldão)
6- Tô a Bangu (Arlindo Cruz, Franco)
7- Amor inesquecível (Ivone Lara)
Tema das rosas (Monarco-Toco-Kleber)
Santa Clara (Rixxa-Helinho do Salgueiro-Jarbas)
8- Um beijo (Acyr Marques, Délcio Luiz, Geraldão)
9- Mensagem de amor (Luizinho)
10- Zé do Povo (Arlindo Cruz, Franco, Marquinhos PQD)
11- Demais (Arlindo Cruz, Arly Marques, Jorge David)
12- Pra ser lembrado depois (Aluizio Machado, Arlindo Cruz, Acyr Marques)

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segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Arlindo Cruz - Samba e no Fundo do Quintal vol. 2, (1981)





É meu amigo, não preciso dizer muito, um grande nome, uma longa estrada que percorre desde 1975. Sei que vai parecer vulgar e frio, mas os numeros  mostram que ele é o 'Cara'  Arlindo Domingos da Cruz Filho, 14/9/1958,   Tem mais de 500 composições gravadas por vários artistas da MPB, principalmente sambistas.

Aos Sete Anos, O Menino ganhou o Primeiro cavaquinho. Empolgado com o instrumento, Esperava ansioso o pai chegar do Trabalho para ensina-lo a Tocar. Aos 12 JÁ tirava muitas Músicas de ouvido, Com Seu  irmão Acyr, Marques, aprendeu a tocar  violão. Na  escola Flor do Méier, onde estudou, aprendeu  teoria, solfejo e violão clássico por dois anos. E já nessa época começou a trabalhar profissionalmente como músico, fazendo rodas de samba com vários artistas, inclusive Candeia, que ele considera seu padrinho musical.

Tudo começou, é claro, no Cacique de Ramos. No final dos anos 70, freqüentando as rodas de samba do Bloco Carnavalesco, conheceu Sombrinha, Zeca,  Almir Guineto e Beto Sem Braço,  com essa galera 'forte' desenvolveu a arte de versejar. Nesta época, introduziu o banjo como instrumento de samba, (A quem diga que o instrumento na verdade foi introduzido por Almir Guineto)  e passou a integrar, a partir de 1982, o Fundo de Quintal, grupo de samba formado por integrantes do bloco. 

A discográfia do cantor é misturada com as suas participações em grupos diversos. Oficialmente o Dicionário Cravo e Albim de Música Popular Brasileira informa que o disco Vivanoel, (1996) foi o seu primeiro trabalho, já o Wikipédia assim como outros blogs e sites sobre samba dialogam que o primeiro disco em que foi reconhecido como músico e cantor foi, Samba e no Fundo do Quintal vol. 2,  1981. 

Bom, discussões a parte, resolvi apresentar o que é mais antigo, roots. Por isso apreciem, 
Samba e no Fundo do Quintal vol. 2,  1981.




Tracklist
1- Bebeto loteria (Tião Pelado)
2- Resignação (Ivone Lara, Hélio dos Santos)
3- Doce refúgio (Luiz Carlos da Vila)
4- Amarguras (Cláudio Santos, Zeca Pagodinho)
5- Minha arte de amar (Zé Luiz, Nei Lopes)
6- Ser poeta (Rivelino, Zeré, Ibraim)
7- Sá Janaina (Almir Guinéto, Luverci, Wilder)
8- Sonho de valsa (Wilson Moreira, Nei Lopes)
9- Melhor para dois (Arlindo Cruz)
10- Suborno (Sereno, Sombrinha)
11- Vai por mim (Sombrinha, Adilson Victor)
12- Entre confiante (Paulo Negão do Salgueiro)




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Fonte de pesquisa: Dicionário Cravo e Albim de Música popular Brasileira, Acervo HBC e Wikipédia.

domingo, 28 de novembro de 2010

Beth Carvalho, De pé no chão (1978).


Beth carvalho, criatura indescritível para o Samba e a Música Popular Brasileira. Não há palavras pra falar dela, não existem definições, apenas amor e o atrevimento no apelido, "Madrinha".

Não vou falar muito, quem tiver um pouco mais de curiosidade pesquise como eu fiz. Basicamente apresento-lhes Elizabeth Santos Leal de Carvalho, 5/5/1946, carioca nascida no bairro da Gamboa, criada no Catete, Laranjeiras, Urca, Ipanema, Leblon e Botafogo, bairros da Zona Sul. Estudou na Escola Nacional de Música, aos 13 anos abandonou as partituras e dedicou-se ao balé clássico, desistiu da carreira de balé clássico no momento em que ouviu João Gilberto cantando "Chega de saudade" e "Desafinado". Sua discografia conta com 40 discos incluindo coletâneas, sendo o primeiro um LP compacto simples lançado em 1965 e o ultimo cd lançado em 2007.

O disco, De pé no chão  foi lançado em 1978, com produção do maestro Rildo Hora esse disco emplacou sucessos como,  Vou festejar (Jorge Aragão, Dida e Neoci Dias), Goiabada cascão (Wilson Moreira e Nei Lopes) e Agoniza mas não morre, (Nelson Sargento) O disco, chegou a vender 500 mil cópias, e marcou o surgimento do pagode carioca,  um jeito inovador e descontraído de fazer samba. Descoberto por ela quando assistia a um ensaio do Bloco Carnavalesco Cacique de Ramos, percebeu que os sambistas faziam um ritmo diferente com pandeiro, tamborim, banjo e tantã, instrumentos pouco usados em rodas de samba. 

Em 1979,  foi eleita a "Rainha do Carnaval", em seguida  inaugurou o primeiro grande teatro do subúrbio carioca, o Cine-Show Madureira. Com espetáculo previsto para apenas uma semana, o sucesso foi tanto que ficou mais de 20 dias em cartaz, sempre com a casa lotada. A partir daí, passou a ser chamada "A Madrinha do Pagode", apelido que hoje se resume apenas a Madrinha e  que no entanto, tem como sinonimo grandes nomes do samba entre eles Arlindo Cruz,  Jorge de Aragão, Sombrinha, Fundo de Quintal entre outros.

Atenção a mais bela música desse disco na minha opinião, Que sejam Bem vindos, (Cartola).

Apreciem,  De pé no chão (1978).




Tracklist
1- Vou festejar (Neoci, Dida, Jorge Aragão)
2- Visual (Pintado, Nenem)
3- Ô Isaura (Rubens da Mangueira)
4- Marcando bobeira (Dão, João Quadrado, Beto Sem Braço)
5- Meu caminho (Guilherme de Brito, Nelson Cavaquinho)
6- Goiabada-cascão (Wilson Moreira, Nei Lopes)
7- Você, eu e a orgia (Candeia, Martinho da Vila)
8- Lenço (Francisco Santana, Monarco)
9- Passarinho (Chatim)
10- Linda borboleta (Monarco, Paulo da Portela)
11- Que sejam bem-vindos (Cartola)
12- Agoniza mas não morre (Nelson Sargento)

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Fonte de pesquisa: Dicionário Cravo e Albim de música popular brasileira, site Beth carvalho e sites afins