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segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Da série: Minha avó escutava isso, ALVAIADE em 78 rpm




Alvaiade nasceu na Estrada do Portela, no bairro de Oswaldo Cruz, subúrbio do Rio de Janeiro. O apelido Alvaiade lhe foi dado por companheiros de futebol, atividade a que esteve ligado durante muito tempo, inclusive jogando pelo time da Portela. Um dos fundadores da UBC (União Brasileira de Compositores), tocava diversos instrumentos de percussão e cavaquinho. Em 1928, Paulo da Portela o convidou a integrar a Escola de Samba Vai Como Pode, que mais tarde se chamaria Portela. Integrou a Ala de Compositores da Portela. Desempenhava na escola de samba da Portela diversas funções, inclusive administrativas. Faleceu em 1981, sendo enterrado no Cemitério de Irajá.

Em 1926 compôs seu primeiro choro, O que vier eu traço, em parceria com Zé Maria, gravado posteriormente por Ademilde Fonseca. Naquela época, revelou suas qualidades de sambista e de orador habilidoso, sendo designado, na ausência de Paulo da Portela, a receber os convidados ilustres ou a representar a escola nas visitas a outros redutos. Inicialmente, apresentava-se acompanhando outros compositores, tocando cavaquinho de centro. Mais tarde, passou a compor para a escola. Em 1942, em parceria com Bibi, seu samba-enredo A vida do samba classificou a escola em 1º lugar. No ano seguinte, em parceria com Nílson, compôs o samba-enredo Brasil, terra da liberdade, com o qual a Portela venceu o desfile daquele ano. No ano de 1947, outra vez a Portela foi campeã com um samba de sua autoria, Honra ao mérito (c/ Ventura). Participou de vários espetáculos no teatro Opinião do Rio de Janeiro na década de 1960, sempre tocando cavaquinho e cantando suas composições. Foi o responsável pelo lançamento de diversos compositores, entre eles Manacéia, Walter Rosa, Candeia e Chico Santana. Entre suas úsicas mais conhecidas, destacam-se Marinheiro de primeira viagem, lançada pela dupla Zé e Zilda, e gravada também por Jorge Veiga em 1961, Embrulho que eu carrego e Banco de réu, as duas em parceria com Djalma Mafra. Compôs com Chico Santana Vida fidalga, samba incluído no LP da "Portela, passado de glória", de 1970.


                                                                                         
 Tracklist
1- O coração ordena (Alvaiade - Paquito)

Samba de 1938 - canta: J. B. de Carvalho

2- Eu chorei (Alcides Lopes - Alvaiade)
Samba de 1939 - canta: Irmãos Tapajós

3- É mato (Alvaiade - Wilson Batista)
Batucada de 1941 - canta: Odete Amaral

4- De sol a sol (Alvaiade - Ari Monteiro)
Samba de 1941 - canta: Linda Batista

5- Vem amor (Alvaiade - Wilson Batista)
Marcha de 1941 - canta: Odete Amaral

6- Deus me ajude (Alvaiade - Estanislau Silva - H. de Carvalho)
Samba de 1942 - canta: Ataulfo Alves

7- Você quis (Alvaiade - Nicola Bruno)
Samba de 1942 - canta: Odete Amaral

8- Eta Rio (Alvaiade - Nicola Bruno - A. F. Silva)
Samba de 1943 - canta: Odete Amaral

9- Pensando no futuro (Alvaiade - Djalma Mafra)
Samba de 1944 - canta: Ciro Monteiro

10- Brasil (Alvaiade - Nilson Gonçalves)
Alujá de 1944 - canta: Ataulfo Alves

11- A saudade me devora (Alvaiade - Djalma Mafra)
Samba de 1945 - canta: Ciro Monteiro

12- Aliança de casada (Alvaiade - Alberto Maia)
Samba de 1946 - canta: Ciro Monteiro

13- Meu trabalho (Alvaiade - Alberto Maia)
Samba de 1947 - canta: Ciro Monteiro

14-Eu ainda sou eu (Alvaiade)
Samba de 1952 - canta: Risadinha

15- Banco de réu (Alvaiade - Djalma Mafra)
Samba de 1949 - canta: Ataulfo Alves

16- Brigas de amor (Alvaiade - Djalma Mafra)
Samba de 1956 - canta: Flora Matos3


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Fonte de pesquisa: Figuras e coisas da música popular brasileira e Dicionário Cravo e Albin de música popular Brasileira.

domingo, 21 de novembro de 2010

Monarco, Monarco (1976)




Hildemar Diniz, o Monarco, (Rio de Janeiro, 17 de Agosto de 1933), Quem gosta realmente de samba não precisa de apresentações, mas como nem todos os seguidores são realmente fãs, resolvi apresentar-lhes este bamba. rs

O senhor Monarco, nasceu no bairro de Cavalcanti, mas ainda criança foi morar em Nova Iguaçu. Aos 10 anos de idade mudou-se para Oswaldo Cruz, subúrbio do Rio e bairro de origem da Portela. O mestre teve  contato direto com os sambistas da escola, integrando blocos e compondo sambas ainda pequeno, Em 1950 foi convidado a integrar a ala de compositores da Portela, sua grande paixão, onde mais tarde viria a torna-se líder da Velha Guarda mais popular do Brasil. Também tornou-se diretor de harmonia da escola. Nunca conseguiu ganhar uma disputa de samba enredo, mas sempre implacou sambas de terreiro ou sambas de quadra, como são conhecidos. O mais famoso dele é Passado de Glória, que já foi esquenta da agremiação em diversos anos e regravado por muitos intérpretes.
Sua última disputa de samba enredo foi em 2007, com seu filho de Mauro Diniz e o presidente da Ala de Compositores da Portela, Júnior Scafura.(bicheiro do Bairro)

Seu primeiro disco solo, e o que vamos escutar hoje, foi o que o revelou também como intérprete, lançado em 1976, teve sucessos como O Quitandeiro (com Paulo da Portela), Lenço (com Francisco Santana). 

De linhagem nobre no samba, foi discípulo de Paulo da Portela, e sempre fez músicas de melodias apuradas, letras de qualidade louvável. Monarco sem dúvidas figura entre os maiores sambistas da história.
 Entre seus grandes sucessos estão Vida de Rainha, Passado de Glória e Coração em Desalinho, parceria com Ratinho de Pilares, gravada por Zeca Pagodinho  que  fez grande sucesso. Em 1999 a cantora Marisa Monte convidou Monarco e a Velha Guarda da Portela para o CD Tudo Azul, de sua produção, que contou com participação de Paulinho da Viola e Zeca Pagodinho. Foi um grande divisor de águas, pois tornaram-se reconhecidas ainda mais as músicas do bamba e da Ala mais tradicional da Azul e Branca de Oswaldo Cruz. 

Apreciem, Monarco 1976



Tracklist

1 - O quitandeiro (Monarco - Paulo da Portela)
2 - Ingratidão (José Mauro - Monarco)
3 - Desengano (Aniceto)
4 - Amor verdadeiro (Monarco)
5 - Tudo menos amor (Walter Rosa - Monarco)
6 - Mangueira e suas glórias (Monarco)
7 - Duelo fatal (Monarco)
8 - Amor fiel (Monarco)
9 - Glórias do samba (Monarco)
10 - Conselho (Manacéa - Monarco)
11 - Lenço (Francisco Santana - Monarco)
12 - Enganadora (Alcides Dias Lopes - Monarco)


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Fonte de pesquisa: Dicionário mpb, figuras e coisas da música popular Brasileira, filme " o mistério do samba" e Sites afins.

sábado, 30 de outubro de 2010

Walt Disney no Samba da Portela.








Pouca gente sabe, mas o criador do Pluto, Pato Donalds e Mickey mouse já esteve na Portela! No dia 24 de agosto de 1941 ele viu, ouviu e sentiu o nosso samba!

Mesmo sendo uma tradicional escola já naquela época, diferente de suas co-irmãs, Salgueiro e Mangueira, a Portela não tinha quadra e nem sede. Os ensaios e  aprontos eram realizado na casa do mestre Paulo Benjamim de Oliveira, mas conhecido como Paulo da Portela, ligavam assim, o seu nome a tradicional estrada do Portela, pois ali situava-se o seu chatô...rs


Paulo da Portela
Fato é que nesse terreiro cheio de gambiarras, bandeirolas e bancos de madeira mal acabados, que recebemos Walt Disney. Se tratando de mostrar a força do samba Made in Brazil, Paulo convidou alguns sambistas para a visita e entre eles, Agenor de Oliveira, O Cartola. 


Tão logo que os automoveis da caravana yankee chegavam ao largo de Madureira, já se ouvia o ziriguindum convidativo regado a batucadas de pandeiros, tamborins e agogôs. Ao chegar no local, se empolgaram com a simples percussão e sua força rítmica, comuns a escola... Logo, como que alucinados se levantaram e aplaudiram freneticamente numa mistura de “Wonderfull” e assim como alguns salientes “Muy formidável!”


Seus assessores, como lápis em punho e apostos de todos os recursos necessários, desenhavam incessantemente em cartolinas enquanto a sua secretaria anotava apontamentos.
José Carioca  (Zé Carioca)

O resultado todos sabem né? A visita de Walt Disney ao simples terreiro de samba na Portela causou boas impressões e um grande recurso de informações preciosíssimas sobre a nossa música popular Brasileira, e de quebra o Zé Carioca, nosso papagaio Verde Amarelo, com andar malandrão no Desenho animado “Alô Amigos” que contou com Ary Barroso executando “Aquarela do Brasil”.
Ary Barroso





“Brasil, meu Brasil, Brasileiro da mulata e estrangeiro...“

























Fonte de pesquisa: “Figuras e Coisas da música Popular brasileira Vol. II